quarta-feira, 2 de março de 2016

São Paulo, 15 de fevereiro. Deixei a cidade do Rio de janeiro, onde moro, no aniversário da minha filha, para chegar em tempo ao SESC Bom Retiro e mapear as ervas espontâneas da redondeza. Depois de um calor fora do comum chegou a chuva, que me obrigou a adiar o mapeamento para o dia seguinte.
3a feira comecei cedo e mesmo antes do SESC abrir dei início à expedição. Encontrei muitas espécies, mais do que eu podia prever, dando apenas a volta no quarteirão. A maioria eu já conhecia, mas algumas eram novidades para mim, todas instigantes, como sempre. Entre bitucas de cigarros, fezes, camisinhas usadas, e tantos outros lixos, encontro Portulacas, Oxalis, Amaranthus, Oldenlandias, mudas de goiabeira, amoreira, mixiriqueira e tantas outras, ervas, ou árvores. Se não fossem arrancadas, em pouquíssimo tempo essas plantas discretas preencheriam as cidades de vegetação. A vida segue pulsando. Persiste.

Atrás do SESC está a Cracolândia. A movimentação pelas ruas era sempre intensa. Não faltaram olhares curiosos interessados em saber o que eu poderia estar procurando naquele chão inóspito, mas também não faltaram comentários surpreendentes e provocadores. Estar na rua desenhando as plantas é estar na rua vivendo a rua, intimamente. 

No dia seguinte finalizei a busca, desta vez na companhia do Vitor, e em seguida dei sequência às intervenções.

Aqui, algumas imagens do mapeamento, por Vitor Barão:












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