sábado, 7 de março de 2015

Dia 15 de fevereiro, 6o dia no Minhocão - Domingo de carnaval.


Nos últimos dias refleti muito sobre o que pode significar o "desmatamento" da semana passada, e hoje, tenho outra percepção, pensando principalmente nas interferências (ou intervenções) diretas sobre as minhas intervenções...

As ervas brotam. As ervas morrem. São arrancadas, pisadas ou simplesmente não conseguem prosseguir em seu desenvolvimento, em terrenos tão inóspitos.
As intervenções são como registros de identidade, que evidenciam a existência dessas plantas. Para quem as vê como "daninhas", essa atenção que a pintura de cada planta desperta, é um convite para que ela seja arrancada. Da mesma forma como alguém pode ficar fascinado pela descoberta de jardins em miniatura entre os pés e o asfalto, outras pessoas seguem vendo a natureza, ou apenas as plantas que brotam em lugares inapropriados, como manifestações indesejáveis. Minhas intervenções, falam para todos.

Inclusive, tivemos uma surpresa - previsível, esperada, mas não menos surpreendente quando vivenciada. Em apenas 7 dias, muitas plantas que preservavam pequena parte de seu galho, ou raízes, estavam brotando novamente. As inúmeras folhas novas que surgiram de galhos tosados confirmam o vigor impressionante dessas minúsculas plantas.



O Elevado é constantemente ocupado por essa vegetação, e cada vez com mais intervenções.


















Não pudemos ficar muito tempo, pois no meio da tarde começou a chover e meu joelho ficou bastante dolorido. Já não era possível agachar para realizar os desenhos.




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