quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015


É possível fazer uma relação entre a espontaneidade das plantas e a luta por novos territórios na sociedade. A persistência das ervas é uma metáfora da presença do homem no espaço, em busca do direito à vida, do direito à cidade. 

Domingo, dia 1, encontramos diversas ervas arrancadas, inclusive algumas que faziam parte das intervenções. Não parecia ser ação de limpeza pública, mas uma atitude agressiva, ou no mínimo indiferente ao projeto. 

Uma gari, que parou para conversar, garantiu que as ervas tinham sido arrancadas por algum pedestre, e, interessada no desenho que via, comentou: "... é como se fosse outra vida", referindo-se à intervenção.

A planta deixa de existir, mas fica a memória de usa existência, marcada numa lápide.

Quando marquei esse ponto para desenhar a Bidens pilosa, haviam várias, todas lindas, vivas e floridas, protegidas nesse canteiro improvisado. Podíamos até ver buquês de carrapichos, existentes apenas em plantas maduras. Domingo, no entanto, quando me aproximei do local para realizar a intervenção, vi que não restava quase nenhuma planta...



Isso aconteceu com outras plantas, como a Alternanthera tenella. Só restava um toco enraizado. Fiz a intervenção a partir do desenho que havia feito dela, na fase do mapeamento. Das plantas restam os registros.





















Mas muitas plantas continuavam lá...






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