quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Oficina "Ervas daninhas: ver e tornar visíveis" desenvolvida em parceria com o biólogo Vitor Barão, no Sesc Campinas, dias 25 e 26 de julho. 

Nesta oficina os participantes se apropriaram de diversas maneiras de se observar uma planta e criar registros: desenho, descrição textual de características botânicas, impressões, passeios pela área externa para coleta de amostras, munidos de lupas contafios... Cada um confeccionou uma mini prensa de flores e um caderno sanfonado, para a realização dos desenhos. 

Estas experiências possibilitaram a reflexão sobre nossa relação com a natureza, com o olhar sobre as pequenas manifestações de vida no ambiente urbano, além do resgate da nossa relação com o desenho e as práticas manuais. 

Esta proposta parte da ideia de que é possível trabalhar de maneira aprofundada a união entre as diferentes áreas que dialogam entre si e se complementam, no caso, a arte e a biologia. O desenho, que ajuda a instigar o olhar curioso e atento, e a entender a estrutura e a morfologia das plantas; as técnicas de identificação botânica que ampliam a capacidade de reconhecer a natureza e a vida ao nosso redor. Acreditamos que não existem fronteiras tão precisas que separem as áreas do conhecimento, e sim, que todas são formas diversas de entender e assimilar as coisas da vida.


(Fotos: Vitor Barão e Laura Lydia)































terça-feira, 14 de julho de 2015

Domingo, dia 22 de junho, na companhia de Cássia (da Goitacá Produções) e Vitor (fotógrafo) fiz uma pequena reedição do projeto Ervas sp na Praça Marechal Deodoro. O espaço, bem menos árido do que o Minhocão, abriga muitas plantas espontâneas, tanto dentro dos canteiros, quanto nas pequenas fendas do pavimento.

Escolhi 4 plantas que brotaram em locais totalmente diferentes: na parte inferior do viaduto, perto de um bueiro, numa árvore e numa fissura, no meio da praça.

Por um lado, esse trabalho pode acontecer em qualquer lugar, mas mapear áreas urbanas marcadas por algum desequilíbrio ambiental e/ou social, justifica muito mais as ações desse projeto. O Ervas sp busca evidenciar a vegetação espontânea e pioneira que se desenvolve insistentemente nos interstícios do asfalto. São metáfora das vidas que se manifestam nos interstícios da cidade, da vida.

Essa experiência de um dia, numa pequena praça arborizada, debaixo do Minhocão, foi, confesso, mais nostálgica do que qualquer outra coisa. Deveria estar em cima, buscando as novas plantas que continuam brotando... ou então, em uma grande canteiro de obras coberto por placas de concreto em demolição... Mas ainda assim, valeu, encontrar essas plantinhas, desvendar seus nomes, evidenciar suas vidas.


(fotos: Vitor Barão)




















terça-feira, 23 de junho de 2015

No final de semana seguinte à expedição final, estive no Minhocão com Vitor e descobrimos diversas novas ervas brotadas. Uma Oxalis corniculata, que havia desaparecido durante as expedições, uma Emília fosbergii, uma lindíssima Melampodium divaricatum, entre outras. As duas primeiras ganharam intervenções, e estão lá até hoje. Muitas outras intervenções, no entanto, foram encobertas, desta vez por um cinza grafite que imita o concreto. Continuo sem entender...











segunda-feira, 27 de abril de 2015

Realizar as 8 expedições pelo Elevado foi uma experiência ímpar para toda a equipe do projeto. A busca pelas minúsculas e poderosas vidas que se manifestam nessa via quase estéril, aos domingos - quando e Elevado costa e Silva é interditado para veículos motorizados - é no mínimo, fascinante.  

Descobrindo plantas, perdendo-as de vista, encontrando novas... 

Tudo parte de um processo que se concluiu no domingo dia 12, mas não de fato. O projeto não se encerra.

Posto aqui algumas fotos da Expedição Coletiva do dia 12 de Abril. Momento em que a equipe coletivizou parte do processo de caminhar pelo Minhocão em busca dessas manifestações tão poderosas embora quase imperceptíveis.

Gratidão a todos que estiveram presentes!

Fotos: Vitor Barão







A Expedição foi finalizada com uma projeção de vídeo na empena de um edifício vizinho ao Minhocão, realizada com o apoio da Paralax.

No vídeo, realizado em parceria com o videomaker Chris Caselli, as plantas daninhas aparecem como protagonistas da paisagem urbana.